Entenda como os condomínios devem proceder em época de coronavírus

O que o condomínio pode fazer no coronavírus

O COVID-19 é uma das mais recentes variações descobertas da família coronavírus, que tem esse nome por causa do formato parecido com uma coroa. Trata-se de um tipo de infecção que atinge as vias respiratórias, apresentando sintomas como os de uma pneumonia.

Em 11 de março de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) decretou estado de pandemia, tendo em vista a rápida propagação da doença ao redor do mundo. O vírus encontra em ambientes fechados e agrupamentos humanos as condições ideais para transmissão, por isso, gestores de condomínio devem ficar especialmente atentos.

Confira a seguir como fazer para se proteger e evitar o contágio por colaboradores, visitantes e condôminos!

Como o coronavírus impacta os condomínios?

Antes de tudo, o síndico ou gestor precisa conhecer quais são as formas de propagação do COVID-19:

  • contato com áreas, superfícies e objetos contaminados e, em seguida, contato direto com boca, olhos e narinas;
  • contato físico com pessoas infectadas;
  • espirros;
  • tosse;
  • muco;
  • gotas ou gotículas de saliva.

Considerando as vias de contágio, é preciso redobrar os cuidados em condomínios. Afinal, como se tratam de locais com muitas áreas confinadas — elevadores, principalmente — apresentam um elevado potencial de contaminação.

Quais medidas o condomínio deve tomar para prevenir o coronavírus?

A medida número um para evitar que a doença se alastre ainda mais é o isolamento social. Desde que a pandemia foi decretada, essa é a principal recomendação que as autoridades de saúde oficiais têm procurado repassar para a população.

Contudo, existem atividades, negócios e serviços essenciais que exigem o deslocamento de pessoas e, em consequência, que haja contato entre elas. Nesse caso, a indicação é para que se utilizem máscaras de proteção de modo a evitar que o ar contaminado seja aspirado — levando o COVID-19 ao sistema respiratório.

Confira nos próximos tópicos o que mais você pode fazer para prevenir o contágio por coronavírus em seu condomínio!

Zelar pela limpeza e conservação

No nível individual, lavar as mãos com sabão é também uma das maneiras de se evitar a inalação do vírus. Por outro lado, como você viu, as mãos só o levarão ao restante do corpo se, antes disso, elas entrarem em contato com áreas e superfícies contaminadas.

É nesse aspecto que a gestão do condomínio precisa agir. Para isso, procure manter sempre higienizadas e, se possível, esterilizadas todas as superfícies em elevadores, displays de interfones e bancadas em portarias ou guichês de atendimento. Use produtos específicos para limpeza como detergentes e, para pisos, procure sempre utilizar materiais de limpeza mais profunda, como água sanitária e cloro.

Evitar aglomeração de pessoas e reuniões

O monitoramento de áreas comuns é também uma forma de se conter o avanço da doença. Afinal, ao controlar o uso de áreas comuns, o responsável pelo condomínio pode evitar que grupos se reúnam inadvertidamente. 

As assembleias presenciais devem ser evitadas, por isso, se possível — e com amparo e avaliação de um advogado — uma solução é a chamada Assembleia Virtual. Nela, os votos dos participantes são coletados remotamente via aplicativos de videoconferência. Cabe ressaltar que está em tramitação o Projeto de Lei nº 548 de 2019 que, se aprovado, tornará legal a assembleia realizada por meios eletrônicos.

Estabelecer um fluxo de comunicação

Serviços essenciais como a contabilidade para condomínio não podem parar, mesmo com as medidas restritivas impostas no período de quarentena e isolamento social. O mesmo acontece com outras atividades, como coleta e tratamento de resíduos, efluentes e a própria limpeza e conservação dos espaços. 

Sendo assim, cabe à administração manter um fluxo de envio de mensagens e comunicados constantes, divulgados em locais de grande visibilidade. Elas podem, ainda, ser enviadas por e-mail, WhatsApp ou SMS. Em paralelo, deve-se buscar o feedback dos moradores, em especial das famílias que têm pessoas com suspeitas de contágio ou infectadas em seus apartamentos. O síndico deve se mostrar solidário e pronto para ajudar nos casos de maior gravidade.

O que pode ser proibido ou controlado?

O coronavírus demanda, essencialmente, medidas restritivas de circulação e permanência de pessoas em áreas comuns. Veja então o que pode ser feito para evitar que elas se concentrem, considerando que o vírus pode permanecer incubado e assintomático por cerca de cinco dias.

Assembleias presenciais

A medida de contenção mais importante para condomínio é proibir a realização de assembleias presenciais. Contudo, elas são indispensáveis para deliberar sobre contas, compromissos assumidos e outros assuntos. Nesse sentido, como você viu, uma alternativa é utilizar meios virtuais para coletar votos — desde que conte com respaldo jurídico. 

Encontros em grupos

Todo condomínio, do mais simples ao mais luxuoso, conta com áreas de circulação comuns ou em que as pessoas possam se reunir. Estacionamentos, piscinas, áreas de lazer, playgrounds e salões de festas são os mais comuns e demandam vigilância. Não se pode deixar de controlar também os corredores em cada andar e até mesmo a escada de emergência deve ser monitorada.

Em todos esses ambientes, aglomerações ou encontros entre mais de duas pessoas devem ser impedidos. Para facilitar, o síndico pode fazer uso dos canais de comunicação já destacados anteriormente a fim de educar os condôminos.

Acesso de entregadores

Embora os serviços de delivery estejam em alta, os entregadores não podem entrar nos condomínios, devendo fazer suas entregas na portaria. 

Acesso ao elevador

Por fim, o elevador é provavelmente o ponto mais crítico de controle. Para minimizar as probabilidades de contágio nesse espaço confinado, a administração deve atuar em duas frentes. Uma delas é controlando o acesso e limitando, sempre que possível, o uso para uma pessoa por vez. A outra é manter uma rotina diária de limpeza e higienização, já que os botões dos elevadores estão permanentemente expostos ao contato com as mãos.

Quais normas o condomínio deve seguir?

Outro aspecto que precisa ser considerado são os eventuais descontos na taxa de condomínio em virtude da limitação dos serviços prestados. Para isso, o gestor deve informar os critérios a serem empregados para o cálculo ao longo da quarentena. Devem ser informados que tipo de abatimentos serão feitos e a metodologia usada para chegar aos novos valores.

Vale, ainda, atentar às regras e recomendações de vigilância sanitária expedidas pela Anvisa. A entidade dedicou uma seção inteira em seu site apenas para tratar do coronavírus. Não deixe de conferir!

Com os cuidados no condomínio que você acaba de conhecer neste conteúdo, a “luta” contra o coronavírus certamente será vencida. Procure seguir adequadamente as orientações e manter sempre uma postura educadora e solidária em relação aos condôminos. Um vírus não pode ser maior que todos nós unidos, certo?

Aproveite que está em casa para se informar melhor: confira agora como fazer o fundo de reserva e a prestação de contas em seu condomínio!

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