Entenda os impactos do Coronavírus no mercado imobiliário

Coronavírus no mercado imobiliário

Se há poucos meses as notícias sobre o mercado imobiliário eram as mais animadoras, com os impactos do coronavírus parece que a situação mudou. Com a paralisação das atividades produtivas em função da quarentena, uma espécie de “efeito dominó” se formou, atingindo diversos setores da economia.

Nesse contexto, o segmento de compra e venda de imóveis já sente mudanças, ainda que a pandemia de COVID-19 seja relativamente recente — foi no dia 11 de março que a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou esse estado.

Ao que tudo indica o setor imobiliário já foi, sim, seriamente afetado. Por isso, é bom se preparar para o que vem por aí, uma vez que a desaceleração da economia deve gerar efeitos nesse importante segmento por alguns meses. Saiba o que está acontecendo e se antecipe!

Os impactos do Coronavírus na economia mundial

A crise no mercado imobiliário, até o início de 2020, parecia ter sido finalmente superada. Até então, as projeções de crescimento pareciam inabaláveis em virtude do cenário de otimismo gerado pela redução na Taxa Selic e dos juros.

Em contrapartida, a economia mundial como um todo já dava sinais de que algo não estava normal, como comprovava a guerra econômica entre China e Estados Unidos. A pandemia de COVID-19, nesse caso, foi a “cereja no bolo” de uma situação potencialmente instável.

Sobre a economia global, a consultoria McKinsey publicou um estudo com projeções a respeito das possíveis consequências macroeconômicas depois que a pandemia passar. Foram delineados três cenários possíveis:

  • as economias por continente poderão se recuperar rápido;
  • elas podem sofrer uma desaceleração;
  • na pior hipótese, a pandemia pode se consolidar.

Nesse último caso, a economia mundial pode encolher até 1,5% ou crescer a, no máximo, 0,5%. 

A situação do Brasil nesse cenário

Sendo um país ainda em desenvolvimento, o Brasil naturalmente é mais suscetível às oscilações da economia em escala global. Ainda que o déficit projetado pelo Banco Central (BC) até venha a diminuir, em outros segmentos a desaceleração parecer ser inevitável. A Balança Comercial, por exemplo, teve as estimativas de crescimento revistas e, segundo o BC, deve apresentar queda neste ano.

No cenário doméstico brasileiro, os impactos do coronavírus já estão provocando sérios danos ao mercado, a começar pelo financeiro. A Bolsa de Valores de São Paulo (B3) tem registrado sucessivas quedas, acentuadas com a crise da COVID-19 e com o recente anúncio do payroll nos Estados Unidos — seu índice de desemprego.

Os efeitos da pandemia no mercado imobiliário

fatos sobre o mercado imobiliário inescapáveis e um deles é que, quando a economia mundial balança, o setor é sempre impactado de alguma forma. Fazendo eco às quedas na B3, o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários, o IFIX, administrado pela Ibovespa, vem também registrando quedas históricas. No começo de março, junto ao início da pandemia, o índice já era abalado pelo seu pior desempenho, desde que foi criado em 2010. 

Sendo assim, a expectativa é de que as vendas caiam e que os ativos financeiros ligados ao segmento imobiliário apresentem queda. Considerando o ambiente de incerteza que se formou, é difícil até fazer projeções, mas tudo indica que o quadro recessivo deva perdurar por, pelo menos, três meses.

Diante da situação, especialistas recomendam investir em fundos ligados a imóveis como galpões, principalmente os que são utilizados por empresas da área farmacêutica. Afinal, se há uma indústria que inevitavelmente prospera em tempos de pandemia é a de medicamentos.

A manutenção dos serviços em tempos de COVID-19

Por outro lado, o mercado não pode parar, mesmo com as necessárias restrições à circulação de pessoas impostas pelo governo e autoridades de saúde. A saída encontrada pelos órgãos de controle foi determinar, por meio da portaria nº 356/20, uma série de medidas para garantir serviços básicos de saúde enquanto vigorar a quarentena. Como diz o artigo 4º:

“A medida de quarentena tem como objetivo garantir a manutenção dos serviços de saúde em local certo e determinado”.

No caso do setor imobiliário, existem ainda aspectos que precisam ser considerados, uma vez que foi estabelecido, por exemplo, o fechamento de shopping centers. Como vimos, o setor está em franca desaceleração, o que deverá se acentuar em virtude dos desdobramentos esperados.

Prováveis consequências em setores-chave

Esses desdobramentos, por sua vez, devem ser motivados pelo fim de contratos de aluguel e pela perda de receitas por parte de lojistas, imobiliárias e donos de imóveis. Em muitos casos deve ser evocado o artigo 393 do Código Civil, que diz:

“O devedor não responde pelos prejuízos resultantes de caso fortuito ou força maior, se expressamente não se houver por eles responsabilizado”.

Sendo então a pandemia de COVID-19 um claro caso de força maior, veja como devem ficar os setores mais estratégicos dentro do segmento imobiliário.

Construtoras

Somado ao artigo 393 do Código Civil, o ramo de construção se apoia, ainda, no artigo 625, que também prevê a paralisação de uma obra por motivo de força maior. Portanto, espera-se que seja inevitável a suspensão de obras em função do impedimento do trabalho presencial — de modo a evitar o contágio da equipe envolvida.

Incorporadoras

Considerando novamente o que diz o Código Civil e a iminente paralisação de obras, as incorporadoras também devem se valer do estado de força maior para cancelar contratos. Assim, elas devem acionar esse dispositivo, por exemplo, para evitar o pagamento de multa por atrasos na entrega de imóveis vendidos na planta.

Imobiliárias

Em um cenário de crise generalizada, fatalmente os aluguéis, sejam residenciais ou comerciais, deixarão de ser pagos ou serão quitados com atraso. Essa é mais uma consequência amparada pelo Código Civil no já citado artigo 393.

Shopping Centers

Em lugares como São Paulo, o governo estadual decretou o fechamento de shoppings centers ao longo do mês de abril. Logo, sem clientes, os lojistas não terão como arcar com os custos com aluguéis. A propósito, em boa parte dos casos eles são pagos conforme as vendas registradas, variando conforme o faturamento.

Com tantas adversidades por enfrentar, a tecnologia na gestão imobiliária é a melhor aliada para minimizar os impactos do coronavírus. Sistemas on-line, aplicativos e aderência ao home office são medidas que ajudam a manter as atividades ao longo da quarentena. Isso significa que digitalizar os negócios, mais do que nunca, é uma questão de sobrevivência no ramo de imóveis. Aposte nessa ideia!

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